Após vários contactos e com a ajuda de vários amigos que por nós intercederam, foi possível chegar à fala com o homem no centro da tempestade provocada pela inesperada mudança de adversário no próximo dia 18 de Dezembro - José Miguel Tropa.
Em exclusivo mundial (mais um deste blogue), o Presidente do TIFC abre o livro e confessa tudo o que lhe vai na alma depois de saber que o TIFC este ano nem ao banco "recaro" vai.
O blogue do BFC agradece, comovido, o privilégio de ter partilhado um pouco da intimidade deste vulto do desporto regional.

BFC - Caro Presidente do TIFC, sente-se traído com a opção do Presidente do BFC em convidar outra equipa para o jogo do dia 18/12?
ZT - Desde a sub-reptícia (quiçá hipotética) alteração na Direcção Regional dos Bambiarras, tal atitude não me causa, verdadeiramente, surpresa. É um facto por demais evidente que os actuais “pseudo - lideres” dos Bambiarras” não conseguem representar essa instituição outrora nobre com um décimo da classe dos seus antecessores. Recorrendo à história deste nosso país, é como comparar o que de bom e o que de mau, o 25 de Abril nos trouxe. Contudo, devo deixar bem claro que não confundo as instituições com quem as representa, pelo que daqui não sai beliscada a ideia que tenho dessa instituição nobre da sociedade madeirense.
BFC - Qual é o estado anímico dos jogadores da sua equipa? E dos coisos?
ZT - Seria necessário fazer um prévio ponto de ordem à mesa. A nossa equipa – e quando fala dela presumo que se esteja a referir à TIFC na sua globalidade – inclui escolinhas, modalidades amadoras, serviços de escort, coisos e jogadores. É verdadeiramente um mundo, pelo que é importante por as coisas no devido lugar. Depois de feita esta importante ressalva, respondo à questão que me colocou: o estado anímico da TIFC é muito baixo. Estamos ainda satisfeitos com a nossa vitória de 2009, mas a ausência de qualquer actividade física em 2010, o aumento da massa corporal sem precedentes e a demência de alguns dos nossos membros fundadores, aliada à falta de um lider que assegure a continuidade, preocupam-nos. Mas a esperança é a ultima a morrer, e a TIFC cá andará muitos anos, com certeza.
BFC - Acha que a vossa vitória no ano passado se tornou, com esta decisão, uma derrota na secretaria?
ZT - Meu caro, volto a fazer um ponto de ordem à mesa e rectificar a sua questão. Foram os Bambiarras, pela infeliz mão do seu "auto proclamado" director regional, que tomaram a decisão unilateral de prescindir da companhia da TIFC. Posto isto, não foi a TIFC quem se retirou do campo de jogo. Foram os Bambiarras - e aqui aponto o dedo ao seu Director - que convidaram outros "coisos" para dia 18. Não andei fugido, escondido, ou fora de circulação. Se queriam jogar, sabiam onde me encontrar. Nada disso fizeram. Pelo contrário, fazem-se agora de caros. Trop chére, mon ami. Quanto à derrota, posso dizer-lhe que é um sabor que conheci, por diversas vezes com os Bambiarras. Mas também lhe posso garantir que o sabor de uma vitória por 5-4 depois de estar a perder por 4-0 ao intervalo, e a "ultima vitoria", trazem-me (e a toda a TIFC) grande alegria e satisfação. Apenas concluo - após estes anos todos de embates - que a vitoria ou a derrota não são importantes. O que é importante é ter saude e Bailleys.
BFC - Como classifica a atitude do Presidente do BFC em dispensar-vos a poucos dias do jogo, bem como em mudar o campo onde tradicionalmente jogamos?
ZT - Como classifico as atoardas do Luis Filipe Vieira. Como ouço os disparates do José Manuel Coelho. Da mesma forma que vivo a campanha do Dr Garcia Pereira à presidência da república. É uma atitude previsível, vinda de quem vem. Olhe, dou-lhe um exemplo: é como aqueles estalajadeiros que hoje colocam os lençóis na mesa, amanha na cama, depois cortam e fazem almofadas e assim aguentam 20 anos de enxoval. O sr sabe o que estou a dizer....
BFC - É verdade que bebe Bailey's ao almoço?
ZT - Sim e nao me envergonho. Gosto de tudo o que seja bebida doce. Gosto de mulheres com pele suave e que....(censurado - este é um blogue familiar). Os meus gostos são simples, directos e facilmente satisfeitos. Sou - graças aos ensinamentos da TIFC - um homem simples, que se contenta com pouco. Não sou, de todo, um epicurista.
BFC - Excluindo a Trilateral, que poderes é que manobraram para vos expulsar do jogo contra os Bambiarras?
ZT - Não vislumbro forças ocultas a tentar manobrar os Bambiarras e seus designios. Vejo apenas a boçalidade articulada (isto sim, é ser antagónico) sustentada pela ideia do dinheiro fácil, da economia judaica, da rentabilização máxima de recursos. Sinto a utilização da agremiação dos bambiarras como um meio para chegar a um fim.Vejo os Bambiarras a serem chupados para esta espiral de interesses turisticos, manietada na necessidade de projecção de um individuo. Hoje são os bambis, amanhã o Nacional, depois a Associação dos Hoteleiros e finalmente, a Abraço e todas as outra associações de gays e lésbicas. É evidente a linha que está a seguir.
BFC - O TIFC vai sobreviver?
ZT - Enquanto houver T (de Tropa), há TIFC. Aconselho os adversários a não subestimarem a capacidade mobilizadora da TIFC. Nem sempre a nossa capacidade técnica reflecte a técnica da nossa capacidade. Podemos estar gordos, velhos, agastados com as declarações do J P Mendoça, mas estamos cá. E vamos ficar por muitos mais anos... para sacrificio do actual (e indigente) Director Regional dos Bambiarras.
8. E os Bambiarras, vão sobreviver?
ZT - Sabe, essa pergunta é a mais dificil que me fez até agora. Não sendo "nostradâmico", posso afiançar-lhe que para o ano estão a ligar à TIFC (a quem de direito) a pedir novo prélio. Pode ser que no próximo ano aprendam com os erros e vejam que o seu Vale e Azevedo Barreto não é mais do que um episódio passageiro na vida de uma instituição. Mas fica o aviso: o futuro constrói-se com os erros do passado.
BFC -E a ultima pergunta. Se a TIFC jogasse contra os Bambiarras, quem acha que ganhava?
ZT - Essa é a pergunta mais fácil que me fez até agora. Os Bambiarras.
BFC - Porquê?
ZT - Porque estão em forma, porque têm jogado durante o ano, porque realizam actividades alegadamente laborais menos cansativas, (tais como cobrar rendas, trabalhar nas empresas dos pais sentados em secretárias, "gestão" de unidades hoteleiras agarrados a tachos em associações representativas de interesses obscuros e indefinidos, trabalham na RTP ou simplesmente olham para linhas de montagem de embalagens de cartão.....) é facil de perceber, não é? Se eu passar o dia todo a ver "as tardes da Julia"e a olhar para um monitor com audiências ladeado pelo Leonel Silva e outros que tais, não fico cansado, não acha?Por outro lado, os elementos da TIFC labutam diariamente, chegam a casa tarde, mal levando na carteira o sustento das suas familias numerosas. Andamos sempre a fazer contas de como vamos pagar aos funcionários no fim do mês.
BFC - Desde já lhe agradeço o seu tempo e disponibilidade. a quem pago esta entrevista?
ZT - Ali ao Dr Jorge de Jesus, se faz favor. Se ele não receber, a Abreu Advogados recebe com juros e toda a certeza. Tambem foi uma honra poder falar dos Bambiarras, incluindo alguns que por ali andam à procura de protagonismo.