terça-feira, 25 de novembro de 2008

"A minha melhor experiência Bambiarra" ou "uma fábula moderna" por Rodrigo Marques

Amigos Bambiarras,

As minhas crónicas no blog seguirão um estilo albertocasimiriano, cruzado com um estilo gilbertoteixeiriano, que para quem não conhece, basta pegar no jornal de todos nós (não, não é o Madeira Livre), onde as ditas personagens, se não escrevem todos os dias, escrevem dia sim, dia não.


A minha pior experiência bambiarra passou-se no campo da Boaventura, no último jogo natalício da era antes/TIFC. Jogavam no inimigo nomes como Ladeira (que levou uma carga de ombro do Eucalipto e saiu de campo disparado e mais tarde amuou saindo de campo de vez), um grande central de nome Lorenzo Lamas, que (in)felizmente já pendurou as botas e os nossos Cagalincha e Carg, entre outros.

Isto para recordar que nesse mesmo jogo o nosso ilustre mister, guia espiritual, mentor dos repastos após jogo e presidente executivo BB, lesionou-se com certa gravidade tendo abandonado o jogo directo para o Hospital. A equipa encheu-se de brio, garra e valentia, lutou com as habituais armas bambiarrianas e ganhou o jogo. Para mim foi um momento triste ficar sem o nosso companheiro e referência de ataque. Confesso que só a simples recordação de vê-lo sair em ombros, ajudado pelo JP, ainda hoje me arrepia e deixa com pele de galinha.

Após a vitória seguimos para a habitual confraternização, desta feita na Casa de Palha em São Jorge, onde desfrutamos de uma agradável refeição. Nisto chega um grupo de brutamontes, javardos e energúmenos, num palavreado de bradar aos céus. Nem nos meus tempos de hoquista de eleição, no Campo do Encontro em São Roque, onde pululavam os jovens mais mal-educados com quem alguma vez me cruzei (só como exemplo uma vez fui escarrado, no verdadeiro sentido da palavra), tinha presenciado tal troca de mimos entre entes do mesmo clã. Tudo isto se passou com a conivência dos donos e empregados.

Depois da nossa refeição e já com um “pouco” de álcool ingerido, as nossas conversas começam a se tornar cada vez mais acaloradas, subindo o tom de voz e resvalando os termos para algum impropério. Nada de especial se comparado com o grupo referido anteriormente.

Quando um elemento da equipa adversária, que salvo erro foi o Z….a, solta um alho mais acalorado, o dono, qual virgem ofendida, afirmou que isto não podia ser, que os meninos da cidade eram isto e aquilo e que não servia mais nada. Mau! Aqui o caldo entornou-se. Chamar-nos meninos da cidade, isto e aquilo, vá que não vá, mas não servir mais…. isso é que não! A revolta, como se lembrarão, foi geral.

Mas nisto, e qual D.Sebastião de perna engessada, chega o nosso amado mister e mentor. Confesso, mais uma vez, que só a simples recordação de vê-lo sair do carro, ajudado pela actual mulher, ainda hoje me deixa arrepiado e com pele de galinha.

Ânimos sanados fomos beber para outra freguesia!

Assim a minha pior recordação bambiarra tornou-se a minha melhor experiência bambiarra.

Deixo-vos com uma citação albertocasimiriana, para todos meditarmos:

É preciso encetar mudanças, sem correr riscos desnecessários, para que não se continue a “derramar” avultadas verbas que podiam estar a ser investidas, maioritariamente, nos atletas madeirenses, e em projectos de real interesse para a projecção da nossa Região.


Parecendo que não, aplica-se na íntegra à realidade bambiarriana.


Abraços a todos (menos ao Boneca que mando um aperto de mão).

Rodrigo Marques

Um comentário:

Anônimo disse...

Agradecia uma correcção: -este é um texto muito mais gilbertoteixeiriano do que albertocasimiriano (tem influências deste, é certo, mas predomina o primeiro), tal o tamanho da graxa dada ao auto-proclamado mister e presidente e organizador de eventos pós jogos.

O Z... que fazes referência acaba em "enga", não é verdade? Esqueceste-te da referência da senhora ao rapaz do nosso grupo que aparecia nas revistas e que, por isso, devia achar que podia fazer o que quisesse?